Capítulo 4: Zhao Ji

Di era Qin, aku berdiri megah, menguasai seluruh jagat raya. Kini memerintahkan Leng Ling. 2677kata 2026-03-11 14:55:45

Palácio de Xianyang.

Diante da carruagem, o amplo traje palaciano de Qingxi, por um breve instante, tornou-se obstáculo à sua ascensão ao veículo. Com sua habilidade marcial, saltar para a carruagem seria algo trivial; porém, no Palácio de Xianyang, não há assassinos à espreita—ali, ela é apenas uma criada próxima ao rei de Qin.

Assim, diante da carruagem, seu ato de subir revelou-se desajeitado, até mesmo instável, até que uma mão se estendeu do interior do compartimento, segurando com firmeza a mão dela, à qual faltava apoio.

— Muito obrigada, Majestade — agradeceu Qingxi, aproveitando o impulso para adentrar a carruagem, curvando-se diante de Ying Zheng.

— Este traje palaciano realmente não lhe convém — comentou Ying Zheng, fitando Qingxi, que exibia certa timidez.

— Sim — respondeu Qingxi, constrangida.

— Partimos, ao Palácio Xingyue — ordenou Ying Zheng, batendo levemente na parede da carruagem, dirigindo-se aos guardas do lado de fora.

— Às ordens — replicaram prontamente os guardas.

O Palácio Xingyue situa-se ao sul de Xianyang, vizinho ao Palácio Huayang. O conjunto de palácios ao sul de Xianyang já se transformara em um segundo centro de poder do Estado de Qin, pois ali residiam as duas mulheres mais influentes do reino: a Rainha-Mãe Huayang e a Rainha-Mãe Zhao Ji.

O Palácio Xingyue era precisamente a residência de Zhao Ji, a Rainha-Mãe de Zhao. Xingyue, um nome prosaico, destituído de qualquer substância, refletia-se também em sua decoração interna: o vermelho era a única cor que imperava, assim como sua senhora, Zhao Ji—uma mulher vulgar, cuja beleza era sua única virtude.

— Zheng’er finalmente se lembrou desta mãe — disse Zhao Ji, reclinada preguiçosamente em seu assento, apreciando a dança e a música, seu rosto iluminado de alegria ao ouvir o anúncio dos criados.

— Há algo de estranho nisso... — Zhao Ji ergueu o corpo, e seu sorriso converteu-se em inquietação.

— Desde que herdou o trono e se tornou rei, esse garoto tornou-se cada vez mais insondável, perdeu toda a doçura da infância e agora olha para todos como se estivesse sempre em guarda. Da última vez, presenteei-o com uma criada do palácio, e ele pareceu bastante contrariado — disse Zhao Ji, coçando o queixo, os grandes olhos semicerrados em aparente reflexão. Contudo, não havia um traço de sabedoria em sua expressão, ainda que ela estivesse, de fato, pensando.

— Majestade, o rei já chegou diante do Palácio Xingyue — informou-lhe uma criada, interrompendo-lhe os devaneios.

— Já chegou? — Zhao Ji sacudiu-se como uma fera desperta, ergueu-se, pisou com determinação sobre a mesa diante de si e, com um salto, flexionando a cintura graciosa, pousou no assoalho de madeira, precipitando-se para fora do salão como uma lufada de vento.

— Majestade, vá devagar, por favor, cuidado para não cair! — advertiu-lhe apressada a criada que a seguia.

— Já não vou suficientemente devagar? — retrucou Zhao Ji, voltando-se para a criada que a alcançava.

— Majestade, o rei já está aqui, basta aguardar; não faz sentido que vá pessoalmente recebê-lo, isso não está correto — aconselhou a criada, leal e zelosa.

— Ora, poupe-me dessas convenções! Vou ver meu próprio filho; preciso considerar todas essas regras ridículas? Além disso, agora sou a Rainha-Mãe; tais coisas já não se aplicam a mim — respondeu Zhao Ji, sem diminuir o passo.

As criadas, resignadas, apenas podiam segui-la.

— Que frio faz! — Ao sair do palácio, Zhao Ji estremeceu instintivamente, e, no instante seguinte, seu olhar atravessou os degraus diante do edifício, detendo-se sobre um jovem ao pé da escadaria.

No mesmo momento em que Zhao Ji fitava Ying Zheng, ele também contemplava sua mãe.

Era uma mulher “vulgar”—primeira impressão que Zhao Ji deixava em Ying Zheng.

A saia longa, vermelha como o fogo, levava ao extremo a beleza vulgar; a expressão, exuberante e sem qualquer comedimento, tornava difícil associá-la ao papel de Rainha-Mãe de Qin.

— Zheng’er, será que já não reconhece sua mãe? — A mudança fugaz no olhar de Ying Zheng não passou despercebida aos olhos de Zhao Ji, que já descia a escadaria.

— Não há razão para não reconhecer — respondeu Ying Zheng, recolhendo os pensamentos e avançando ao encontro de Zhao Ji.

— Isso não é garantido — sorriu Zhao Ji, puxando Ying Zheng e levando-o de volta ao palácio.

— O que tem feito neste último mês no Palácio de Xianyang? Se eu, sua mãe, não o tivesse visitado, teria me esquecido completamente? — Zhao Ji gesticulou com a mão sobre a cabeça de Ying Zheng, como a medir-lhe a altura.

— Como mãe sabe disso? — perguntou Ying Zheng.

Seria esta realmente a Rainha-Mãe Zhao Ji? Ying Zheng olhava a mãe comparando-a às lembranças que possuía; as imagens de Zhao Ji em suas duas memórias colidiam e delineavam múltiplas possibilidades, mas nenhuma se assemelhava àquela mulher que via agora.

— Saber o quê? — perguntou Zhao Ji, surpresa.

— De repente percebi que quase me esquecera de minha mãe, por isso vim apressado ao Palácio Xingyue, para vê-la — explicou Ying Zheng.

— O quê? — Zhao Ji ficou atônita, fitando Ying Zheng como se visse um fantasma.

Que imprudência, pensou Ying Zheng, percebendo que, mesmo querendo conquistar a mãe, deveria proceder passo a passo.

— Mãe, há algo errado? — Ying Zheng perguntou, mantendo-se calmo.

— Zheng’er, mãe... não, mamãe... há tanto tempo não via você assim — disse Zhao Ji, os olhos umedecendo.

Será mesmo? Ying Zheng não sabia ao certo há quanto tempo Zhao Ji considerava “tanto tempo”.

Ao adentrar com Zhao Ji o Palácio Xingyue, Ying Zheng notou, ao lado da Rainha-Mãe, uma criada que devia passar dos quarenta anos.

— Zheng’er, está satisfeito com Qingxi? — De volta ao salão, Zhao Ji perguntou, olhando para Qingxi, que estava ao lado de Ying Zheng.

— Muito satisfeito — respondeu Ying Zheng.

Diante de alguém que já fora a principal assassina da rede Luo Wang, e na ausência de qualquer ameaça, Ying Zheng não teria como não se sentir satisfeito. Afinal, naquele momento, o que mais lhe despertava interesse era a arte marcial.

— Que bom que está satisfeito. No futuro, terá surpresas ainda maiores — disse Zhao Ji, com um sorriso carregado de significados.

Surpresas ainda maiores? O que será?

— Mãe, teria preparado outro presente para mim? — perguntou Ying Zheng.

— Presente? Zheng’er, deseja receber um? — Zhao Ji sorriu enigmaticamente.

— Claro que sim, especialmente vindo da senhora — respondeu Ying Zheng, acompanhando o tom da mãe, sem conseguir adivinhar que mistério ela guardava.

— Ótimo, ótimo! Zheng’er, há quanto tempo você não me pede um presente! Se desta vez é você quem pede, com certeza prepararei algo especial, uma grande surpresa — exclamou Zhao Ji, lançando um olhar furtivo a Qingxi, que se mantinha às costas de Ying Zheng.

Uma grande surpresa? Ying Zheng, por instinto, não pôde deixar de duvidar.

— Majestade, o chanceler pede audiência, alegando assunto urgente — anunciou um eunuco do lado de fora do salão.

— Lü Buwei? A esta hora, o que ele quer aqui? — murmurou Zhao Ji, desconfiada, mas acenou para que permitissem a entrada de Lü Buwei.

— Talvez seja algo realmente importante — ponderou Ying Zheng.

Quando Lü Buwei e Zhao Ji surgiam juntos em sua outra memória, Ying Zheng não podia evitar associações desconfortáveis. Mas agora, tinha certeza de que aqueles escândalos ainda não haviam ocorrido, pois Zhao Ji, naquele momento, ainda não ousava agir livremente; tinha, como vizinha, alguém que a fazia temer: a Rainha-Mãe Huayang, senhora do Palácio Huayang.

Além disso, o atual chanceler Lü Buwei não detinha poder suficiente para se atrever a alimentar rumores com a Rainha-Mãe; era apenas o chanceler, não ainda o todo-poderoso ministro.

— Se Lü Buwei não pode resolver, que solução eu posso ter? Diga-lhe que volte amanhã — disse Zhao Ji.

— Mãe deveria recebê-lo. Talvez tenha algo importante a tratar com a senhora — aconselhou Ying Zheng.

— Pois bem, que entre então — assentiu Zhao Ji, após breve ponderação.