Capítulo Oito: O Encontro do Ensino Médio...

Istana Jiwa Naga Menyukai minuman kola 3854kata 2026-03-15 14:51:15

Tang Feng pegou as roupas novas e entrou no quarto.

Depois de se trocar, saiu para a sala.

Song Ziwei, que mudava os canais da televisão com indiferença, lançou-lhe um olhar casual.

Tum-tum.

Num instante, sentiu o coração disparar, como se um cervo assustado corresse em seu peito, quase saltando-lhe do tórax.

A figura diante de seus olhos era simplesmente irresistível.

A imagem habitual de Tang Feng resumia-se a bermuda de praia, chinelos e uma camiseta velha, o rosto sempre coberto por uma barba por fazer, transmitindo um ar de desalento.

Mas agora…

Vestia uma camisa branca, calças sociais pretas de corte sete oitavos e sapatos de couro castanhos; um traje simples, mas que, ajustado ao seu corpo alto e imponente, fazia-o parecer um autêntico modelo.

Mais ainda: ele havia feito a barba.

O rosto, bronzeado pelo sol, revelava traços definidos e austeros; o olhar límpido e profundo, repleto de vida.

Era um daqueles rostos que quanto mais se contemplava, mais fascínio despertava — bastava deter-se nele por alguns segundos a mais, e era fácil perder-se.

Em suma,

Tang Feng estava irretocavelmente elegante.

— Hehe, não está mal, não é? — disse ele, satisfeito. — Muito obrigado, bela senhorita Song, pelo presente.

Tang Feng acomodou-se prazerosamente no sofá e, por hábito, estendeu a mão para o maço de cigarros sobre a mesa de centro.

Paf!

Song Ziwei, corando, voltou a si e bateu-lhe na mão, franzindo o cenho:

— Está mesmo ótimo. Mas não fique sempre fumando, faz mal à saúde.

Nesse instante, Li Mei aproximou-se. Ao ver Tang Feng, com aparência tão distinta que parecia outra pessoa, ficou momentaneamente atônita; em seu íntimo, pensou: “Desde quando esse inútil ganhou direito a viver às custas da esposa?”

Logo depois, bufou friamente:

— Pode até se vestir como gente, mas continua sendo um inútil. Até as roupas precisa que a esposa compre; me diga, que sentido tem sua vida?

Tang Feng coçou a cabeça, sorrindo sem jeito, e não retrucou. Quando se tratava da família, evitava discutir.

As palavras de Li Mei realmente magoavam. Song Ziwei sentiu-se incomodada, mas não quis responder; sabia que Li Mei era do tipo que, quanto mais contrariada, mais se exaltava.

Já passava das cinco.

Song Ziwei apareceu então vestindo um longo vestido preto de chiffon.

O contraste do preto realçava ainda mais sua pele alva, de uma maciez que parecia transbordar frescor.

O pescoço esguio, as clavículas delicadas — um verdadeiro convite à contemplação, repleto de charme e sedução.

Tang Feng ficou hipnotizado, incapaz de desviar o olhar.

Restaurante Zui Xian Lou.

Um dos estabelecimentos mais sofisticados de Gangcheng.

A decoração era de um requinte clássico: pavilhões, jardins, quedas d’água, tudo compunha um cenário de elegância.

— Gao Ming, falta muita gente chegar? — perguntou Ye Ling, postada à porta, olhando ansiosa para o movimento da rua.

Gao Ming, de compleição frágil e usando óculos de armação preta, consultou a lista em suas mãos e respondeu com deferência:

— Faltam apenas o casal Tang Feng e Han Yu.

— Não é estranho? — continuou ele. — Tantos jovens promissores em nossa turma, e Song Ziwei foi escolher logo aquele inútil do Tang Feng.

— Veja só o Han Yu: família rica, bonito… Tang Feng não é digno nem de amarrar os sapatos do Yu!

Ye Ling não escondeu o desagrado:

— Não fale mal dos outros pelas costas. Por que diz que Tang Feng é inútil? Eu, pelo menos, os invejo. Casaram-se após crescerem juntos, desde a infância.

— Não é assim que o amor deveria ser?

Gao Ming riu com desdém:

— Mal se casaram, apostaria que em breve vão se separar.

— Ouvi dizer que Tang Feng vagou anos no exterior, vivendo de esmolas.

— Não tem estudo, não tem emprego, como vai sustentar esse tal amor?

Ye Ling lançou-lhe um olhar de reprovação e calou-se. No fundo, admitia que ele tinha razão, mas não queria acreditar que sua melhor amiga terminaria o casamento tão cedo.

Refletiu por instantes, até que lhe ocorreu uma ideia.

Ambos mantinham-se em silêncio quando, de repente, o ronco impaciente de um motor irrompeu ao longe.

Viraram-se e viram um Lamborghini preto fosco se aproximar, o rugido do motor e o design imponente do veículo atraindo olhares de todos.

— É o Yu! — exclamou Gao Ming, iluminando-se, e apressou-se a liberar a vaga reservada para o carro.

Ao parar, Gao Ming correu até a porta do motorista, abrindo-a servilmente:

— Seja bem-vindo, jovem Yu! Por favor, entre.

De dentro do carro desceu uma figura alta e esguia.

De fato, era Han Yu, ausente havia anos.

Vestia terno sob medida da Louis Vuitton, o cabelo perfeitamente alinhado por gel, a pele pálida, com maquiagem discreta e sombras nos olhos.

Era, sem dúvida, um homem bonito — com certo ar de astro coreano.

— Jovem Yu, os anos não lhe roubaram o charme — elogiou Gao Ming, sem economizar lisonjas.

Han Yu respondeu apenas com um resmungo, não dando muita atenção a Gao Ming; ao contrário, demonstrou interesse por Ye Ling.

— Você é Ye Ling? — perguntou, surpreso.

Era natural que Han Yu não a reconhecesse. Nos tempos de escola, Ye Ling era magricela e escura, a patinha feia da turma.

Agora, com a pele clara, traços delicados e corpo escultural — resultado de sua carreira como professora de dança —, chamava a atenção.

Desde o reencontro, Han Yu não parava de lançar-lhe olhares furtivos.

Ye Ling sorriu com educação:

— Sim, Han Yu, lembra de mim? Até Lamborghini está dirigindo agora, virou mesmo um “príncipe encantado”.

Han Yu exibiu um ar de superioridade, mas fingiu modéstia:

— Nada demais. Em casa há vários carros, este é o mais barato. Para reunião de colegas, melhor manter a discrição.

Gao Ming, ignorado, aproveitou para dizer:

— Vamos entrar, conversar lá dentro.

Ye Ling respondeu:

— Vão vocês na frente. Eu espero Tang Feng e Song Ziwei.

Tang Feng?

O semblante de Han Yu mudou, sua voz tornou-se fria:

— Tang Feng também vem? Ele ainda não morreu?

Ye Ling franziu a testa, confusa:

— Tang Feng está muito bem, por que morreria? Culpa minha, acabei esquecendo de te avisar: semana passada, ele e Song Ziwei se casaram. Só alguns colegas foram, que pena que você perdeu.

Ao ouvir isso, Han Yu ficou com a expressão amarga, mas logo um sorriso sinistro surgiu-lhe nos lábios.

— Que pena, de fato — murmurou. — Hoje, quando Tang Feng chegar, vou fazer questão de brindar com ele. Casar-se com a flor da turma, realmente, nasceu com sorte.

O tom de Han Yu era irônico. Passado o choque, sentia uma excitação difícil de conter.

Finalmente, teria sua vingança!

Seis anos antes, mesmo tendo Tang Feng sido lançado ao mar, ele próprio não saíra ileso.

Numa briga no banheiro, Tang Feng esmagara-lhe os testículos!

O ferimento fora tão grave que nem os melhores especialistas de Gangcheng puderam fazer nada; à noite, tiveram de mandá-lo ao exterior.

O tratamento durou seis anos.

Até hoje, recuperara apenas metade da capacidade.

— Ei, eles chegaram.

Gao Ming interrompeu os pensamentos de Han Yu, que olhou para frente e viu um Honda Fit branco, velho, estacionar ao lado de seu Lamborghini.

As portas se abriram e Tang Feng e Song Ziwei desceram.

No instante em que os viram, todos pensaram a mesma coisa:

Que belo casal de ouro e jade.

Song Ziwei, naquela noite, mostrava-se especialmente carinhosa com Tang Feng, enlaçando-lhe o braço como uma ave dependente, o sorriso doce no rosto, tão felizes quanto recém-casados em lua de mel.

Enquanto mantinha o sorriso, Song Ziwei sussurrou:

— Ouça bem, Tang. Hoje faço questão de te dar prestígio, mas daqui para frente só poderá fumar três cigarros por dia.

Tang Feng, confuso, respondeu:

— Quando combinamos isso, senhorita Song? Não me lembro… Assim que descemos do carro, foi você quem me abraçou…

Song Ziwei fez um beicinho, fingindo aborrecimento:

— Se não concordar, eu largo do seu braço!

— Não, não, hoje eu cedo, não é grande coisa — resignou-se Tang Feng.

Song Ziwei beliscou-lhe a pele macia, fazendo-o contorcer-se de dor.

— Vê se aprende, nem reclamei do meu sacrifício!

Mal subiram os degraus, depararam-se com Han Yu e os demais.

O sorriso de Tang Feng congelou, e uma aura assassina emanou de seu corpo.

— Tang, de repente ficou tão frio… — murmurou Song Ziwei, abraçando o próprio braço.

Tang Feng recobrou-se, reprimindo a hostilidade, e respondeu com um sorriso leve:

— Deve ser mudança do tempo; da próxima vez, vista-se melhor para sair.

— Ziwei, quanto tempo — cumprimentou Han Yu, ignorando Tang Feng.

Song Ziwei respondeu educadamente:

— Realmente, há tempos não nos vemos.

— Este é meu marido, Tang Feng, nosso colega do ensino médio. Você deve se lembrar dele.

O rosto de Han Yu crispou-se, os dentes cerrados:

— Claro que lembro.

— Pena não ter brindado no casamento de vocês.

— Teria até levado um presente especial.

Então, estendeu a mão para Tang Feng:

— Tang Feng, quanto tempo.

Song Ziwei, percebendo o clima, largou o braço do marido e foi alegremente ao encontro de Ye Ling, ansiosas por pôr a conversa em dia.

Tang Feng, de semblante frio, apertou firmemente a mão de Han Yu.

Enquanto as mãos se entrelaçavam, Han Yu avançou dois passos, fingindo intimidade, e murmurou ao ouvido de Tang Feng:

— Ainda não morreu, bastardo? Que maravilha!

— Vou fazer você perder toda a sua masculinidade, deixar você olhando para uma beleza como Song Ziwei sem poder tocá-la. Mas não se preocupe, como fomos colegas, eu cuido dela por você.

— E ainda vou quebrar seus quatro membros. Enquanto eu e ela nos divertimos, você, corno miserável, vai assistir ao espetáculo, hahaha…

Tang Feng, impassível, sorriu de modo sarcástico:

— Seis anos usando sonda vesical, gostou da experiência? Mal se curou, já quer voltar à sua natureza animalesca?

— Sabe por que ainda está vivo? Porque eu não queria que tivesse uma morte fácil.

— Mas mudei de ideia.

— Preparem vários caixões para os membros da sua família, Han.

— Eu só mato, não enterro!

A expressão de Han Yu tornou-se aturdida, quase assustada:

— Vo-você… como sabe que fui tratar-me no exterior?

O fato de o herdeiro ter perdido as funções, uma vergonha dessas, Han Shilong jamais divulgaria. Ordenara aos poucos que sabiam que mantivessem segredo, dizendo aos outros que Han Yu fora estudar fora.

Como Tang Feng sabia de algo tão confidencial?

Teria algum traidor entre os homens de seu pai?

Han Yu esforçou-se para manter a compostura:

— Que arrogância, hein? Não sei como sobreviveu, mas venha quando quiser! Com o poder da minha família, matá-lo é como esmagar um inseto.

— Formiga será sempre formiga!

— Nunca sonhe em mudar o destino!

Vendo que a conversa se estendia, Ye Ling interveio:

— Não podem deixar para conversar depois? Já estamos morrendo de fome!

— Claro, já vamos — respondeu Tang Feng, sorrindo. Então apertou ainda mais a mão de Han Yu, que sentiu uma força esmagadora, como se uma morsa lhe prendesse os dedos, sem conseguir se soltar.

Tang Feng, com um sorriso de escárnio:

— Pois vejamos, então. Quero ver esta “formiga” acabar com a família Han, deixando-os em frangalhos.