Capítulo Quatro: O Louco Huang Weixiang?

Istana Jiwa Naga Menyukai minuman kola 3543kata 2026-03-11 14:58:47

Tang Feng mantinha uma expressão serena ao entrar, e logo deparou-se com Huang Weixiang, cujo rosto inchado assemelhava-se ao de um porco.

— Diretor Huang? — exclamou Tang Feng, demonstrando surpresa.

Diretor Huang? Que absurdo é esse?

Os membros da família Song estavam completamente confusos, mas, para amenizar a relação com Huang Weixiang, Song Gui apressou-se em intervir, bradando com raiva:

— Que diretor coisa nenhuma! Este é o senhor Huang Weixiang, o presidente Huang!

— Oh? — Tang Feng arqueou as sobrancelhas. — Então é o senhor Huang... Perdoe-me pelo engano. É que tenho um amigo que se parece muito consigo, também de sobrenome Huang, que se autodenomina diretor. Vive a praticar toda sorte de pilantragens, sempre envolvido em atos mesquinhos e vis.

— No fim, foi pego, espancado quase até a morte e lançado ao mar como alimento para os peixes.

Tang Feng falava pausadamente, e por fim cravou em Huang Weixiang um olhar repleto de significado:

— Não me diga que o senhor é do mesmo tipo?

O semblante de Huang Weixiang tornou-se constrangido, mas logo recobrou a compostura. Fixando Tang Feng com olhos furiosos, vociferou:

— Matem-no! Quero que o espanque até a morte! Se morrer, a culpa é minha!

Ao ouvirem isso, os capangas postados atrás de Huang Weixiang mostraram-se ansiosos por agir.

Nesse momento, Song Ren puxou Tang Feng para trás de si, avançando sozinho e, com voz autoritária, declarou:

— Quero ver se ainda existe lei neste mundo! Quem ousa levantar a mão contra meu genro?

— Seu ingrato! Isso não tem nada a ver consigo, saia já da minha frente! — exclamou Song Zhenhua, indignado, com o rosto rubro, barba tremendo.

Song Ren, porém, não recuou:

— Pai, como não tem a ver comigo? Tang Feng é meu genro, e também o genro de seu neto!

Song Zhenhua, tomado pela fúria, quase desmaiou, e esbravejou:

— Cale-se! Um inútil como Tang Feng não é digno de ser genro da minha neta! O genro da minha neta só pode ser Chen Junkai, um jovem de família ilustre, compreendeu?

Ao lado, Chen Junkai, ao ouvir tais palavras, não pôde deixar de elogiar mentalmente o velho, que mais uma vez o ajudava a parecer um herói diante da bela moça.

Desde que Song Ziwei entrara na sala de reuniões, Song Jiaqi, que antes se aninhava em seus braços e o olhava com admiração, já não parecia tão encantada.

Diante de todo esse espetáculo, Huang Weixiang sentia-se perdido. Lançou um olhar discreto para Chen Junkai, que arqueou as sobrancelhas.

Huang Weixiang, digno de ser chamado de cão fiel, entendeu o sinal e voltou a ordenar em alta voz:

— Continuem! Espancem-no!

Os capangas, já impacientes, avançaram como lobos famintos em direção a Tang Feng.

Li Mei, percebendo o perigo, arrastou Song Ren para o lado, ralhando:

— Velho tolo, se quer morrer, escolha outro dia! Isso é briga de jovens, por que se mete?

Song Ren tentou se desvencilhar, apressando-se a dizer:

— Mulher desmiolada, ligue logo para a polícia! Por pior que seja, Tang Feng ainda é nosso genro!

Tang Feng, altivo, mantinha-se ereto, sem sequer lançar um olhar aos capangas. Sorrindo, voltou-se para Song Ziwei e perguntou:

— Por que não se esquivou?

Song Ziwei estava visivelmente assustada, o corpo trêmulo, mas permaneceu ao lado de Tang Feng, respondendo com firmeza:

— Por que deveria me esquivar?

O coração de Tang Feng aqueceu-se, e um olhar terno pousou sobre Song Ziwei.

Seis anos de separação, agora, o reencontro.

A relação entre ambos era como a de estranhos que se conhecem intimamente.

Os sentimentos que brotaram na juventude já haviam sido ceifados pelo abismo do tempo.

Restaurar o passado exigiria esforço contínuo de Tang Feng.

Chen Junkai assistia a tudo com frieza, decidido: deixaria que Tang Feng fosse espancado, para depois intervir com falsa generosidade e conquistar a simpatia de Song Ziwei.

Com sua linhagem ilustre e aparência elegante, bastava deixar uma impressão marcante em Song Ziwei, e conquistá-la-ia sem dificuldades. Quem sabe, até as duas irmãs Song acabariam a servi-lo juntas...

A excitação dessa ideia fez Chen Junkai reagir fisicamente.

Os capangas mais rápidos já estavam próximos.

Tang Feng permanecia inabalável.

O capanga sorria com crueldade, erguendo o punho para desferir o golpe. Song Ziwei, cerrando os dentes, virou-se e abraçou Tang Feng, tentando proteger com seu frágil corpo as costas do amado.

— Tola... — murmurou Tang Feng, surpreso. Apertou-a contra si e, num instante, ambos desviaram do golpe, deixando todos perplexos.

Os capangas tentaram avançar novamente, mas, de súbito, uma nova turba entrou na sala, interrompendo a agressão.

À frente vinha um homem de meia-idade, envergando um jaleco branco e óculos, inconfundivelmente um médico.

Ignorando o ambiente tenso, ele falou com frieza:

— Quem é Huang Weixiang?

Huang Weixiang, confuso, respondeu:

— Eu... eu sou. De qual hospital o senhor é? Não já recebi alta?

O médico ajustou os óculos, sacou uma foto do bolso e comparou-a a Huang Weixiang. Depois, acenou com a mão, em tom irrefutável:

— É ele. Levem-no!

Um grupo imobilizou Huang Weixiang.

Huang Weixiang ficou atônito.

Ninguém compreendia o que se passava.

O médico pigarreou:

— Sou do Hospital Psiquiátrico da Cidade de Hong Kong. O senhor Huang padece de depressão grave, transtorno psicótico intermitente, delírios persecutórios e outros inúmeros distúrbios mentais. Seu estado é tão grave que ameaça a ordem pública. Por isso, devemos levá-lo de volta para tratamento compulsório. Pedimos a compreensão dos familiares.

Todos ficaram perplexos.

Huang Weixiang era louco?

— Não estou doente! Doente é a sua mãe! — gritou Huang Weixiang, debatendo-se. Gritou para os capangas, que pareciam atordoados: — O que estão esperando? Ajudem-me a acabar com esses canalhas!

Os capangas, recobrando-se, preparavam-se para agir, mas o médico sacou rapidamente um documento, falando com firmeza:

— O senhor Huang sofre realmente de transtorno mental. Se o ajudarem, estarão cometendo crime. Eis aqui seu prontuário!

O documento circulou entre os presentes, que, ao lerem, alternavam olhares de compaixão, escárnio e temor para Huang Weixiang.

Era, de fato, um prontuário, com nome e carimbo oficiais.

Huang Weixiang, tomado de instinto de sobrevivência, tentou gritar por socorro, mas logo teve a boca tapada. Preparavam-se para levá-lo quando Chen Junkai, impaciente, levantou-se e bradou:

— Soltem-no!

— Huang Weixiang come, bebe, dorme e nos fala normalmente; como podem dizer que é louco?

— Na verdade, creio que vocês é que são loucos!

— Sou Chen Junkai, herdeiro do Grupo Hengtong. Se prezam por suas vidas, soltem-no imediatamente! Caso contrário, as consequências serão gravíssimas!

Chen Junkai brandiu seu status, suas palavras firmes e retumbantes.

Ninguém ousava contrariar.

Por alguma razão, ele queria proteger Huang Weixiang, precisava bancar o importante — e, acima de tudo, não suportava ver o sorriso sarcástico de Tang Feng. Queria vê-lo prostrado, suplicando por clemência.

Com sua fala, a sala mergulhou no mais absoluto silêncio.

O nome da família Chen era conhecido por toda a cidade de Hong Kong. Ninguém ousava desagradar aquele clã.

De repente, do lado de fora, ouviu-se uma salva de palmas, seguida de uma voz carregada de escárnio:

— O grande herdeiro da família Chen? Que imponência! Não sei se eu, Xiao Sa, serviria sequer para lhe engraxar os sapatos...

E assim que cessou a fala, um jovem de aparência singular — belo, cabelo descolorido, roupas rasgadas, correntes tilintando pelo corpo, exalando uma aura alternativa — entrou escoltado por dois guarda-costas de negro.

Ao adentrar, Xiao Sa avistou Tang Feng, eufórico, quase gritou “Gran...”, mas, ao notar o cenho franzido de Tang Feng, conteve-se e, em tom displicente, saudou:

— Bom dia a todos.

Ninguém ousou responder. Ninguém sabia quem era aquele excêntrico de postura altiva e presença insólita.

Poucos perceberam que, ao ver Xiao Sa, Chen Junkai ficou paralisado, tomado de pânico.

Tremendo, deixou cair o cigarro que tinha na boca.

— Hum? — Xiao Sa arqueou a sobrancelha, caminhou até Chen Junkai e, sem aviso, desferiu-lhe dois tabefes.

Pegando-o desprevenido, atirou Chen Junkai ao chão; este, contudo, não esboçou reação, apenas suplicou, adulador:

— Irmão Xiao Sa, eu... eu não lhe fiz nada, por que me bateu...?

— Não me provocou? — Xiao Sa chutou-o repetidas vezes, vociferando: — Veio ao meu território bancar o importante, ousa dizer que não me provocou?

— Hein?

— E ainda joga bituca de cigarro no meu chão? Sabe o quanto isso é falta de educação?

— Hein?

Chen Junkai não ousou revidar, gritando de dor, até que, sem se importar com o vexame, saiu rastejando em direção à porta.

Song Jiaqi, hesitante, acabou por segui-lo.

Xiao Sa, vendo-os fugir, não se importou. Sem mais delongas, o médico autorizou a remoção de Huang Weixiang, e seus capangas, assustados, já haviam desaparecido.

Huang Weixiang, agora oficialmente “louco”, jazia na maca, o rosto tomado pelo desespero, lágrimas de arrependimento escorrendo ao ver a porta da sala afastar-se.

Jamais compreenderia contra que tipo de gente poderosa havia se insurgido...

O episódio chegava ao fim. Xiao Sa lançou o olhar pela sala, notando que todos o fitavam com temor.

— Ora, não precisam ter medo de mim, não sou louco — declarou, sorrindo, aproximando-se de Song Zhenhua. Apertou-lhe a mão, mostrando-se afável:

— O senhor deve ser o patriarca Song. Chamo-me Xiao Sa. Peço desculpas pelo susto de hoje.

— Esta velha construção tem uma segurança deplorável, qualquer um entra aqui...

— Farei assim: de agora em diante, eu, Xiao Sa, decido que este edifício passa a ser seu, como compensação... Se concordar, peço apenas que assine o contrato de transferência que meu advogado trará em breve.

Como?

A família Song permanecia atônita.

Que espécie de extravagância era aquela?