Capítulo Cinco: Irmão Xiao Sa

Istana Jiwa Naga Menyukai minuman kola 4194kata 2026-03-12 14:52:02

Um prédio de escritórios no valor de centenas de milhões, ser doado assim, sem mais nem menos?

Saiba que a família Song apenas aluga um andar aqui, pagando centenas de milhares em aluguel por ano.

E este prédio possui, ao todo, trinta e seis andares!

Song Zhenhua ficou atônito, sem conseguir reagir por um bom tempo.

A família de Chen Junkai é poderosa, influente ao extremo. No entanto, diante desse jovem senhor de sobrenome Xiao, de quem jamais ouvira falar, ele não passava de um insignificante mortal!

Quem, afinal, é esse jovem chamado Xiao Sa? Que estirpe divina o gerou?

Pensar nisso com atenção faz gelar a espinha!

Vendo Song Zhenhua mudo e paralisado, Song Gui, temendo que o pai morresse de susto, apressou-se em alertá-lo: “Papai, o jovem senhor Xiao está lhe dirigindo a palavra, disse que vai doar este prédio para nossa família e pediu que apresse a assinatura do contrato.”

Assinar o contrato o quanto antes: ponto essencial—cairá na prova.

Naquele momento, Song Gui não podia esconder sua excitação. Uma fortuna de bilhões estava prestes a cair-lhe nas mãos.

Se realmente conseguissem aquele edifício...

Que sentido faria continuar trabalhando?

Poderiam passar o resto da vida deitados, vivendo apenas da renda dos aluguéis.

Após realizar tal prodígio, Xiao Sa lançou um olhar de soslaio para Tang Feng, um sorriso insinuando-se-lhe nos lábios, como quem espera o elogio do irmão mais velho.

Jamais poderia supor, porém, que Tang Feng franziu as sobrancelhas, escurecendo o semblante.

Hum?

O que significa essa expressão do irmão?

Estaria... descontente?

...

Por fim, Song Zhenhua recobrou os sentidos, apertou as mãos de Xiao Sa, lágrimas vertendo dos olhos envelhecidos: “Jovem senhor Xiao... o senhor é verdadeiramente o benfeitor da família Song. Não temos qualquer laço, e ainda assim nos concede tamanho presente. Toda a família Song jamais esquecerá sua generosidade, seremos eternamente gratos!”

“Ah, jovem senhor Xiao, onde está o contrato? Posso assinar agora mesmo, é urgente...”

Xiao Sa retirou a mão, o sorriso desaparecendo gradualmente: “Você está falando besteira?”

“Cai fora!”

“Não venha se valer da idade, ou te dou uma surra!”

“Ah, e a propósito: a partir de hoje, o aluguel da sua Zhenhua Group sobe vinte por cento. Que bela porcaria fizeram deste prédio!”

Ditas essas palavras, Xiao Sa, acompanhado por dois seguranças, virou-se e saiu. Antes de cruzar a soleira, lançou um olhar discreto para Tang Feng.

Só após a partida de Xiao Sa é que os membros da família Song recobraram o juízo. Song Yichang, corpulento e truculento, sentiu-se arremessado do paraíso ao inferno, incapaz de suportar o golpe, resmungando palavrões.

“Mas que precursora é essa!”

“Está maluco, por que o médico não o levou embora?”

“Ainda bem que fugiu depressa; se não, eu mesmo o teria botado pra correr!”

“Calma, Yichang, não faça escândalo diante de estranhos,” ponderou Song Gui, lançando um olhar carregado de insinuação à família de Song Ren.

Song Ren, indignado, puxou Li Mei e saiu porta afora.

Tang Feng também pensava em se retirar, mas Song Gui o deteve: “Você fica. Limpe a sala de reuniões. Já está bem crescido e ainda vive na preguiça e na gula—realmente, não dá um minuto de sossego!”

“Sim, tio,” respondeu Tang Feng, sorrindo.

Song Gui voltou-se para Song Ziwei, com expressão de desaprovação: “E você, o que está esperando? Vá ajudar.”

“Só faz atrapalhar!”

“Por sua culpa, perdemos um grande negócio.”

“Você sabe o quão difícil está arrumar emprego hoje? Lá fora, formados em universidades de prestígio estão limpando banheiros! Você só está na Zhenhua Group por causa da generosidade da família Song! Deveria ser mais grata, compreendeu?”

Song Ziwei, reprimida, sentia os olhos marejados.

Vendo a esposa ser humilhada, Tang Feng não podia consentir. Contudo, ao preparar-se para reagir, Song Zhenhua retornou à sala, acompanhado de toda a família Song.

“Reunião!”

Todos sentaram-se em lados opostos.

Song Gui incumbiu Tang Feng de servir chá, tratando-o como um criado.

Song Zhenhua lançou a Tang Feng um olhar de shifts, e, vendo que todos estavam presentes, tomou um gole de chá e voltou-se diretamente a Song Ziwei: “Xiao Wei, você me decepcionou profundamente!”

“Este ano já está difícil para os negócios, e você ainda faz com que percamos um cliente tão importante quanto o Sr. Huang!”

Song Ziwei baixou a cabeça, olhos enevoados.

“Desculpe, vovô...”

Song Zhenhua suspirou: “Deixe estar. Entre vocês quatro, só você me inspira alguma esperança. Os outros três não passam de inúteis; cabe a você lutar por seu lugar.”

Song Zhenhua não escondeu o menosprezo ao fitar Tang Feng, deixando claro que o considerava um desses inúteis.

Tomando outro gole de chá, prosseguiu: “Nos últimos tempos, a empresa está com dificuldades no fluxo de caixa, como você bem sabe. Tenho aqui uma pilha de contratos inadimplentes. Quando puder, vá cobrar esses valores, ajudando a aliviar um pouco a pressão financeira da companhia.”

Cobranças?

Song Ziwei ficou atônita, sem compreender: “Vovô, não sou responsável pelo setor de vendas? Não seria tarefa do tio?”

Bang!

Song Yi bateu na mesa, olhos arregalados, apontando para Song Ziwei e vociferando: “Está querendo bancar a esperta? Mandou, tem que obedecer, não venha com...”

Mas, antes de terminar a frase, Tang Feng levantou-se num rompante, segurou o dedo em riste de Song Yi com força, e, numa voz gélida, disse: “Tio, se tem algo a dizer, sente-se e fale.”

Song Yi sentiu uma dor aguda no dedo, o suor brotando-lhe na fronte. Pensava em aproveitar a oportunidade para repreender Tang Feng, mas, ao erguer os olhos, deparou-se com aquele olhar vazio, gélido como o inverno—e sentiu, inexplicavelmente, um calafrio. Toda sua fúria esmoreceu, e ele retornou ao assento, ofegante.

Todos os Song fitavam a cena, surpresos. Jamais imaginariam que Song Yi, sempre explosivo e violento, sofreria tal revés diante do “incapaz” Tang Feng.

Song Ren zombou: “Tang Feng, você só se atreve a bancar o valentão aqui. Diante de Huang Weixiang, sequer ousou erguer a voz! Se não fosse ele internado, talvez já estivesse morto!”

Virando a artilharia para Song Ziwei: “Duas opções: ou aceita a incumbência, ou caia fora! E, se não recuperar nenhuma dívida, trate de sumir!”

Song Ziwei lançou um olhar suplicante ao avô, que fingiu não notar, continuando a sorver seu chá tranquilamente.

Os demais membros da família Song exibiam sorrisos maliciosos, como quem assiste a um espetáculo.

Todos sabiam o que estava em jogo.

Cobranças, diziam.

Dever e pagar é natural. O problema é que ninguém entrega dinheiro de bom grado.

Mais importante: os contratos em mãos de Song Zhenhua eram dívidas mortas, incobráveis.

Algumas pendências datam de cinco, seis anos.

Há devedores que desapareceram, sem deixar rastro.

Nem mesmo Song Yi, corpulento e acostumado a lidar com marginais, conseguiu recuperar tais valores.

O que poderia fazer, então, a delicada Song Ziwei?

No fundo, era uma armadilha da família Song para Song Ziwei, visando às suas ações na Zhenhua Group.

No passado, quando Song Ren detinha poder, a família Song usou parte das ações para implorar-lhe que resolvesse uma questão importante.

Agora, reduzido à insignificância, a família já planejava recuperar as ações.

Comprar de volta? Jamais!

Song Ziwei sentia-se perdida, indefesa, esgotada.

Recebia o menor salário, trabalhava desde o amanhecer até a noite, executando as tarefas mais árduas.

Jamais reclamara.

Só desejava, por meio de seu esforço, ser novamente aceita pela família Song.

Mas, por mais que cedesse, recebia apenas mais pressão e hostilidade.

Estava à beira do colapso, as emoções quase transbordando...

Nesse instante, soou atrás dela uma voz despretensiosa, mas que, de modo estranho, lhe trouxe conforto:

“Não tenha medo, esposa. Ainda tem a mim.”

Tang Feng sorriu, dirigindo-se ao avô: “Vovô, deixo comigo.”

“Mas tenho uma condição.”

“Para cada dívida recuperada, quero metade do valor!”

Song Zhenhua, enfim, pousou a xícara, rindo friamente: “Ora, que petulância! Fica combinado: para cada valor recuperado, metade será sua! Mas imponho também uma condição: deverá recuperar ao menos três dívidas. Caso contrário, as ações de Song Ziwei na Zhenhua Group retornarão sem custo à família. Que dizes?”

Tang Feng nada respondeu, voltando-se para Song Ziwei.

Mesmo insignificantes, aquelas ações eram propriedade dela.

Ainda que fossem todas as ações da Zhenhua Group, Tang Feng não lhes daria o menor valor.

Tal como um bilionário não se abaixa para apanhar uma nota de cem caída ao chão.

Dinheiro, para Tang Feng, não passava de um número.

Nada mais.

——

“Está bem!”

“Eu aceito!”

Song Ziwei mordeu os lábios, dizendo: “Só quero deixar claro: meus pais não são inúteis! E Tang Feng também não!”

Dito isso, saiu da sala de reuniões sem olhar para trás.

Com o êxito da trama, os Song ignoraram a presença de Tang Feng, rindo abertamente, quase prontos para celebrar.

Tang Feng, impassível, observou cada expressão antes de deixar a sala.

...

Hotel Laideng, Cidade Portuária.

Song Jiaqi, cabelos em desalinho...

Chen Junkai, rosto carregado de fúria, movia-se de modo brutal, tratando quem estava diante de si como mero saco de pancadas, sem mostrar o menor vestígio de compaixão.

“Maldito Xiao Sa! Maldita família Xiao! Todos deveriam morrer!!!”

Ao som dos impropérios de Chen Junkai, a fúria logo se dissipou.

Song Jiaqi aninhou-se em seus braços, perguntando com descaso: “Querido, quem é afinal esse Xiao Sa?”

Ela pensava que, ao conquistar Chen Junkai, obtivera a maior das fortunas. Não podia supor que Xiao Sa trataria Chen Junkai como um garoto indefeso.

Comparado a Xiao Sa, Chen Junkai não passava de um aprendiz.

Ou melhor, de um aprendiz dos aprendizes.

Por isso, Song Jiaqi já considerava se, além de comer o que estava no prato, não deveria provar também o que havia na panela.

Chen Junkai acendeu um cigarro, expressão dura: “Não faça perguntas que não deve!”

“E você, sua vadia, acha que não percebo suas intenções?”

“Um conselho: não se meta com collections.”

Flagrada, Song Jiaqi sentiu-se constrangida, mas logo recuperou a compostura, rindo mansamente: “Querido, que bobagem! Só tenho olhos para você.”

“Aliás, por que Xiao Sa ajudou Tang Feng? Eles se conhecem?”

“Bah!” Chen Junkai cuspiu, olhar sombrio: “Tang Feng, aquele lixo, acha que merece conhecer Xiao Sa? Deve ter sido coincidência, Xiao Sa estava no protório por outros motivos.”

“Teve sorte, só isso!”

“Mas essa afronta, um dia, vou retribuir!”

Song Jiaqi sorriu, insinuante: “Querido, não pense mais nisso. Vamos aproveitar...”

Vendo Song Jiaqi tão devassa, Chen Junkai apagou o cigarro e voltou ao embate.

A família Xiao era uma das suprimidas da feed cidade portuária.

Song Jiaqi, como ela própria, não tinha sequer o direito de saber de sua existência.

...

Terraço do Edifício Dongsheng.

Tang Feng fumava, deixando que o vento lhe açoite o rosto, as mãos apoiadas no parapeito, observando a imensidão da cidade portuária.

Ao lado, Xiao Sa—o mesmo que há pouco exibira poder na Zhenhua Group—mostrava-se agora humilde e submisso, quase bajulador: “Irmão Tang... Fui bem no que fiz agora, não fui? Ainda bem que tenho conhecidos no manicômio, senão não teria conseguido o prontuário de Huang Weixiang tão rápido.”

“Aliás, irmão, quer que eu arrume um laudo de ‘transtorno mental intermitente’ para você? Com esse papel, pode andar pelo resource país como quiser! Tenho vários amigos que já têm...”

Tang Feng, sem se virar, respondeu: “Cale a boca! Não me chame de irmão!”

“Seu idiota! Nem uma tarefa simples consegue cumprir direito—quase expôs minha identidade. Como quer que eu confie o mundo a você no futuro?”

?????

Xiao Sa ficou boquiaberto: “Irmão, você enlouqueceu??”

“Louco é você!” Tang Feng lançou longe a bituca, estendendo a mão: “Tem mais cigarro? Me dê mais um! Droga, nem fumar posso mais.”

...

Apressado, Xiao Sa tirou do bolso um maço de Camel, mas antes que pudesse entregá-lo, Tang Feng tomou-lhe das mãos, abriu habilmente, e, com um estalar de polegar, fez uma vareta saltar no ar.

Prendeu-a entre os lábios, acendeu. Os movimentos, fluidos, revelavam uma destreza quase melancólica...

Tão natural era o gesto de arrancar o cigarro, que quase inspirava piedade...