Capítulo 8: Muitos Liu Xuande

Aku Mengandalkan Merajut Sandal Rumput untuk Bangkit dan Menjadi Mahacra Pandai Wukong mengunyah permen. 2591kata 2026-03-15 14:38:40

“Meu sobrenome é Liu.”

“Sobrenome Liu? Você... você por acaso é Liu Xuande?”

Wang Erlang apressou-se a tocar a testa da sobrinha — será que estava febril?

Liu Xiaolang lançou-lhe um olhar de soslaio: “Amanhã, ao alvorecer, verá que naquela rua adiante há inúmeros Liu Xuande.”

“De verdade?” Wang Ge exibia um semblante desconfiado, como se temesse estar sendo ludibriada.

Wang Erlang, ansioso, interveio: “Vamos, levo você antes à botica.”

“Segundo tio, não estou doente. Irmão Liu, você também vai prestar o exame para artífice carpinteiro?”

“Não.”

“Então realmente lhe damos trabalho, por nos conduzir até o local da prova.”

“Não é incômodo, moro justamente ali.”

À medida que avançavam para o leste, o caminho tornava-se cada vez mais ermo, já sendo possível divisar um amplo terreno cercado por paliçadas. No momento, ainda fechado ao público, os três permaneceram do lado de fora, e Liu Xiaolang, apontando para o centro do recinto onde se erguia um tambor de couro tão grande quanto uma mó, explicou:

“Na ocasião, o tempo será marcado por aquele tambor. A cada quarto de hora, soará cinco vezes, totalizando cem batidas.”

Wang Erlang começou a contar nos dedos, mas Wang Ge exclamou um “oh”:

“Duas horas e meia.”

Liu Xiaolang finalmente demonstrou surpresa, inquirindo:

“Como calculou tão depressa?”

“Para isso nem é preciso calcular. Uma hora tem oito quartos, cinco batidas por quarto, quarenta por hora. É só deduzir.”

Wang Erlang, constrangido, baixou as mãos, pensando consigo: “A conta é certeira, a cabeça parece estar ótima.”

Liu Xiaolang curvou-se, admirado:

“O tempo e o local para a seleção de cada tipo de artífice são distintos. Quanto às habilidades excepcionais da categoria dos carpinteiros, em dois dias ocorrerá aqui a competição. A senhorita participará da prova de cestaria?”

“Sim.” Wang Ge refletiu: este jovem, apesar de tenra idade, possui uma argúcia e clareza notáveis, de todo incomuns para um camponês ordinário. Mas como sabia que sou eu a competir, e não meu tio?

“Poderia tecer algo para que eu veja?”

“Claro.”

Era a primeira vez que Wang Erlang observava com atenção a sobrinha a tramar suas criações. Antes, Hutou sempre brincava com gafanhotos, pássaros e borboletas de palha trançada; a habilidade de confeccionar balaios, que o irmão mais velho possuía, aprendera primeiro com a irmã, que depois lho ensinara. Ainda assim, Wang Erlang a considerava apenas engenhosa e hábil com as mãos, nada mais.

Agora, porém, vendo a sobrinha manejar as folhas com tamanha leveza, entrelaçando-as com destreza e rapidez, cada gesto imprimindo à folha a tensão exata, deixou de notar a aspereza de suas mãos, pois toda sua atenção fora cativada pela agilidade e presteza dos movimentos.

E ali estava: um pêssego verde, tecido com tal engenho, sustentado em sua base por quatro pétalas de folhas, conferindo-lhe um vigor singular.

Wang Erlang admirou-se em silêncio: “Quão belo é o trançado de Ge!”

Liu Xiaolang também elogiou: “Nada mau.” Mas logo advertiu: “Porém, se durante o exame tecer apenas ornamentos, não obterá aprovação.”

Wang Ge compreendeu: “O irmão Liu quer dizer que, para o exame de artífice, o que importa é a utilidade?”

“Exato. E reitero: amanhã pela manhã, percorra as ruas com seu tio, e entenderá por si mesma.”

A dupla de tios e sobrinha agradeceu, Liu Xiaolang assentiu e partiu.

Wang Erlang comentou: “Ge, reparou? Liu Xiaolang não se parece em nada com os filhos de gente modesta como nós.”

“Ele já prende os cabelos ao alto, talvez tenha começado cedo os estudos.”

“No campo é assim, mesmo famílias comuns têm oportunidade de estudar.” Wang Erlang, subitamente, deixou transparecer uma sombra de amargura no semblante.

Wang Ge apressou-se em animá-lo: “Segundo tio, não desanime. Quem sabe nossos filhos também possam estudar um dia!”

“Hmph, como se todos tivessem tal sorte! Vamos, buscar um lugar para ficar.”

Tomaram o rumo do norte; Wang Ge, na verdade, evitava encarar o rosto do tio, sentindo nele uma expressão quase homicida. De súbito, ouviu o tio recuperar o bom humor, ostentando um certo orgulho:

“Acomodar-se em hospedaria da vila exige gastos com comida e estadia, quanta tolice! Melhor é ficar no albergue do pavilhão da aldeia.”

“É de graça?”

“Pois claro! Se o albergue ousar cobrar, nós o denunciamos!”

Meia hora depois, ambos empurraram a porta de um dos quartos do albergue, sendo recebidos por uma nuvem de poeira que parecia fazer tremer a terra.

E então, seus semblantes escureceram em pelo menos dois tons.

“Cof, cof, cof! Ugh!” Wang Ge sentiu-se nauseada, não pelo pó, mas porque o pátio abrigava tanto uma casa de temperos quanto um chiqueiro, e o fedor parecia fermentado. Não surpreende que, mesmo sendo gratuito, nenhum outro viajante ali se hospedasse.

Wang Erlang, sufocado, falou pelo nariz: “Ge, antes que anoiteça, limpe isso logo; preciso tomar um ar!” E saiu apressado, sem terminar a frase.

Wang Ge sacudiu a cabeça, resignada — não havia alternativa, teriam de passar ali alguns dias, o melhor era arrumar tudo quanto antes.

Madrugaram. Wang Erlang e Wang Ge, de olheiras profundas, saíram às ruas. Naquela noite, os porcos do albergue fizeram vigília, ratos caçavam lagartixas, lagartixas perseguiam aranhas — impossível dormir.

O desjejum gratuito consistia em bolos de cevada, misturados com pelo menos um terço de farelo. Tio e sobrinha, igualmente avarentos, contentavam-se se ao menos podiam mastigar.

Com o dia já claro, as ruas transbordavam de mascates e vendedores ambulantes — parecia haver muito mais vendedores do que compradores!

Na véspera, não haviam reparado, mas agora notavam que, além de trançados e cerâmicas, havia quem vendesse óleo de gergelim, redes de pesca, ferramentas agrícolas, e assim por diante.

Os artefatos de palha eram, em sua maioria, capas de chuva (chapéus cônicos, capas de palha trançada, sombrinhas); recipientes; e artigos diversos (sapatos, cordas de cânhamo).

As cerâmicas eram principalmente utensílios de cozinha e de mesa, mas em toda barraca encontrava-se o “bu”, vaso para armazenar condimentos, especialidade local de Bu Zhi.

Wang Erlang, suando copiosamente, comentou: “Ge, Liu Xiaolang tinha razão — seus pêssegos e borboletas talvez realmente não tenham saída.”

“Não se preocupe, tio, também sei fazer esses outros.”

“Sim, já percebi: você é ótima em inventar histórias! Se sabe fazer, por que não faz para usarmos em casa?”

“Tudo que meu pai tecia, a tia levava para a casa dos pais. Não vou desperdiçar meu esforço.”

“Isso é verdade?”

Wang Ge lançou-lhe um olhar de escárnio fingido; Wang Erlang, sem jeito, mudou de assunto, dirigindo-se ao vendedor de baldes ao lado:

“O senhor também vai participar do exame para artífice depois de amanhã?”

“Ora, por que há de me insultar sem motivo?”

Diante do olhar indignado do homem, tio e sobrinha bateram em retirada, sem entender em que haviam ofendido.

Com o avanço da manhã, mais mascates de matérias-primas surgiam, cada qual apregoando de maneira singular:

“Vendo palha de arroz... igual à usada pelo tio do imperador Liu!”

“Vendo varas de espinheiro... as mesmas que Lian Po usou ao pedir perdão!”

“Vendo lebres do mato... carne dessas, como a dos coelhos das três tocas, faz um molho especial!”

Dobrando a esquina, deixaram que passassem os mascates e, ao contornarem um quarteirão oculto atrás de uma loja de tecidos, a cena que se desvelou deixou ambos boquiabertos.

De ambos os lados da rua, amontoavam-se fardos e mais fardos de palha, e diante deles sentavam-se apenas crianças — os menores, de seis a sete anos; os maiores, da idade de Wang Ge — todas trançando sandálias de palha!

“É verdade... Tantos Liu Xuande...” murmurou Wang Ge.

A menina do estande mais próximo sorriu, convidando-os:

“Tio, irmã, vejam minhas sandálias de palha, são resistentes e não machucam os pés.” E, em sussurro: “Se gostarem, dou-lhes um par, basta que depois de amanhã lancem flores por mim.”

Tio e sobrinha ficaram escandalizados — que vilania, já tentando subornar!

Wang Ge perguntou: “Tão jovem e já vai participar do exame de artífice?”

“Não é normal começar nessa idade?”

O menino do estande ao lado gritou: “Você cochichou agora há pouco? Vai mesmo subornar com sandálias?”

“Não diga bobagens!” — a menina, olhos faiscando, replicou, mas já não ousou falar de presentear sandálias, retomando o sorriso: “Tio, irmã, experimentem, minhas sandálias são mesmo duráveis. Cinco medidas de cereal compram um par; esse é o preço de toda a rua.”

De fato, em cada banca havia um recipiente-padrão de medida.

A dupla de avarentos não se dispunha a trocar grãos por sandálias; só então entenderam por que o vendedor de baldes se irritara antes. Afinal, os candidatos ao exame de artífice eram todos crianças?