Capítulo 9: Espancando o Urso Negro

Terlempar ke dunia antarbintang, aku si kucing ini menyelamatkan seluruh umat manusia dengan bersikap masa bodoh. Kucing yang Bermandikan Cahaya Bulan 2349kata 2026-03-17 03:11:48

A carne logo ficou pronta, dourada por fora e macia por dentro. He Jing saboreava um pedaço nas mãos e, ao lembrar da destreza com que Gu Zheng lidara com o caos da noite anterior, achou que esses pedaços talvez nem servissem para tapar o vão entre seus dentes. Curiosa, perguntou:
— Você está satisfeito?
— Sim. — Gu Zheng hesitou um instante antes de continuar: — Acabei de comer alguma coisa.
He Jing estranhou; os suplementos e biscoitos na mochila ainda estavam intactos. O que teria ele comido? De súbito, um lampejo lhe ocorreu: lembrara-se do cheiro que sentira em Gu Zheng há pouco — não se enganara, era mesmo odor de sangue.
Então aquele porco fora assado especialmente para ela.
E fazia sentido: se ela não comia carne crua, por que um nativo também o faria?
He Jing imaginou-se devorando carne crua e sentiu-se um tanto incomodada; o ritmo de seus dentes diminuiu, e a carne já não lhe parecia tão saborosa.
Gu Zheng percebeu sua mudança, mas nada disse. Apenas perguntou, quando ela terminou de comer:
— Quer mais?
— Não, estou satisfeita... — respondeu, largando a folha que usava como prato. Caminhou para o lado, abriu um suplemento de morango e mordeu, sorvendo-o distraidamente.
Gu Zheng, em silêncio, terminou o que restava.
— Pessoas de alto escalão, antes da transformação, costumam passar por treinamento de sobrevivência no campo. Caçar e alimentar-se na selva são habilidades essenciais — comentou ele.
He Jing ouviu e assentiu.
Xiao He compreendia, Xiao He sabia: se não estivesse num campo de treinamento, ou se não tivesse encontrado Gu Zheng, talvez sequer conseguisse caçar alguma presa — talvez até se tornasse presa de outros animais. Sem os suprimentos trazidos por eles, talvez, no fim...
Ela não achava estranho o ambiente, tampouco se assustava com Gu Zheng comendo carne crua; era apenas uma pessoa do século XXI, incapaz de adaptar-se de imediato a tal lógica.
— Vamos, é hora de partir — disse Gu Zheng, tirando de algum lugar uma bolsa que pôs às costas.
— Isso é...?
— Suprimentos lançados por paraquedas, talvez precisemos deles logo.
— E minha mochila, levo comigo? — He Jing apontou para a própria mochila.
— Deixe-a aqui por ora.
He Jing, com a mochila presa aos dentes, subiu na árvore, enfiou nela as roupas, ocultou-a melhor entre galhos e folhas, e saltou de volta para junto de Gu Zheng.
Ele não disse para onde iam, ela tampouco perguntou.
Deixaram o bosque das frutas venenosas de urso, atravessaram o bosque de cânforas; e, talvez pela presença do tigre, não encontraram sequer um pequeno animal no caminho.

He Jing, entediada, corria de um lado para o outro quando, de súbito, Gu Zheng parou e colocou-se à frente da pequena gata.
— O que foi? — perguntou ela, sem entender.
— Ouvi um som — Gu Zheng esticou as orelhas e aspirou o ar. — É um urso. O animal de Chen Peng, chefe do sexto setor, é um urso.
He Jing também prendeu a respiração, ergueu as orelhas e escutou. Parecia... sim, um som distante; mas sua audição felina não captava com clareza.
O barulho vinha de não muito longe, e ambos, felino e tigre, se aproximaram furtivamente. Diante deles surgiu uma caverna; pedras bloqueavam a entrada, vibrando levemente sob algum impacto interno.
As pedras começaram a soltar lascas.
De súbito, Gu Zheng virou-se e disse rapidamente:
— Esconda-se!
Pendura-lhe a mochila no pescoço e, erguendo a pequena gata, atirou-a na direção de onde vieram.
Um estrondo ribombou às costas; a entrada da caverna desmoronou.
He Jing segurou firme a mochila, girou no ar e caiu de pé. Sem olhar para trás, correu a toda para uma cânfora discreta, subiu ágil e se escondeu entre os galhos.
O coração disparava, o fôlego suspenso, as patas afastando as folhas para espiar.
O que viu foi um urso negro colossal — maior até que um tigre — irrompendo da caverna entre detritos e estrondos.
Era Chen Peng, completamente bestializado, sem traço de razão, urrando e lançando-se furioso sobre o tigre diante de si.
Gu Zheng desviou-se num salto:
— Chen Peng?!
O urso não respondeu; girou e investiu outra vez. Sem palavras, tigre e urso se engalfinharam.
O urso era maior, mas o tigre possuía força e agilidade superiores; logo se travou um impasse.
O urso, cada vez mais irritado, eriçou todos os pelos, ergueu-se sobre as patas traseiras e rugiu. Gu Zheng, atento, observava o acúmulo de força nas garras, cujos olhos iam se tingindo de um azul profundo.
O urso atacou de súbito, lançando a pata contra o tigre; este desviou, e com as garras afiadas rasgou o dorso do adversário, expondo carne e sangue, mas logo foi lançado longe pelo braço do urso, que se debatia em dor.
Um estrondo violento ecoou, projetando o tigre contra a parede rochosa da caverna.
Gu Zheng, como se nada sentisse, levantou-se de imediato.
O urro do urso reverberava pela mata, e ele atacava novamente. Quando a pata pesada se aproximou, Gu Zheng girou o corpo, esquivou-se e, numa reviravolta, voltou a cravar as garras no ombro ferido, mordendo o pescoço do urso e arremessando-o com força contra a rocha.
A caverna tremeu; pedras voaram em todas as direções.

No instante em que caíram ao chão, o urso nem voz conseguiu emitir.
— He Jing! Jogue para mim o tubo branco que está na mochila!
He Jing rapidamente o encontrou e lançou-o com força.
O urso, ainda lutando, tentou levantar-se por várias vezes, oscilando entre ataques e tombos.
O coração de He Jing subiu à garganta.
Viu então o tigre saltar e apanhar o estabilizador potente no ar; aproveitando o impulso, derrubou o urso e, segurando-o firmemente, cravou-lhe o medicamento no pescoço.
A luta do urso foi cedendo, até que tombou, inerte, no chão.
Aguardaram um pouco mais. Gu Zheng soltou o animal e pulou para o lado:
— Já passou.
He Jing soltou um longo suspiro, sentindo o alívio percorrer-lhe o corpo; desceu da árvore arrastando a mochila e aproximou-se deles.
— Era mesmo um urso? E agora, o que fazemos? Vamos comê-lo?
— ...Esse não pode ser comido — respondeu Gu Zheng, sem saber se ria ou chorava. — Este é Chen Peng, chefe do sexto setor.
— Ah, é seu companheiro? E por que ele o atacou? O que houve com ele? — He Jing, agora consciente, sentiu o rosto inteiro esquentar, ainda bem que os pelos escondiam o rubor.
Gu Zheng, vendo os olhos úmidos de embaraço da gata, não resistiu e tocou com a pata a ponta vermelha de sua orelha, sentindo o ânimo melhorar repentinamente.
— O campo magnético aqui está alterado; isso provoca a bestialização total, uma perda temporária de consciência. Acabei de aplicar um estabilizador potente; agora é só esperar ele recobrar os sentidos.
Enquanto explicava, Gu Zheng arrastou Chen Peng de volta à caverna.
Lá dentro, a situação era melhor do que o esperado; nos cantos, encontrou comida, bebida e medicamentos.
Os ferimentos do urso eram óbvios; Gu Zheng tomou os remédios e começou a tratá-lo e enfaixá-lo, enquanto He Jing, em silêncio, observava agachada ao lado.
Quando Gu Zheng estava prestes a guardar os suprimentos, ela avançou dois passos, dizendo:
— Você também está ferido. Não vai cuidar disso?