Capítulo 8 Partida, o Próximo Destino

Terlempar ke dunia antarbintang, aku si kucing ini menyelamatkan seluruh umat manusia dengan bersikap masa bodoh. Kucing yang Bermandikan Cahaya Bulan 2536kata 2026-03-15 14:47:00

— E isto aqui, o que é? Deve ser potável, certo? — perguntou He Jing, tirando da mochila a garrafa de água eletrolítica já pela metade.

— Isto pode, sim. É um suplemento energético. Pronto, suba e vá dormir, ficarei de guarda aqui embaixo.

He Jing soltou um suspiro de alívio. Depois de se aquecer junto ao fogo, voltou para o alto da árvore, onde logo sentiu novamente o frio. Encolheu-se ainda mais sob as roupas, lançando um olhar ao tigre lá embaixo.

À luz do fogo, ele parecia irradiar um brilho dourado; cada pelo resplandecia como se contornado por ouro.

Gu Zheng deu uma volta nos arredores, deixando seu odor para intimidar quaisquer animais que ousassem se aproximar. Só então retornou e se deitou sob a árvore onde He Jing repousava, cerrando os olhos.

De tempos em tempos, ouvia-se lá do alto o rumor de um corpo se virando, até que, aos poucos, a calma se estabeleceu.

Quando He Jing despertou, o sol já se erguera; fora sua primeira noite de sono verdadeiramente tranquila desde que chegara a este mundo.

Espreguiçou-se, semicerrando os olhos, e procurou em vão a silhueta do tigre — nem mesmo as brasas restavam na fogueira. Desceu da árvore, murmurando: “Aonde terá ido?” Nesse instante, ouviu passos atrás de si. Gu Zheng se aproximava, arrastando um javali.

O animal não exibia sinais de sangue, mas permanecia imóvel — certamente estava morto.

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Gu Zheng despertou pontualmente às seis. O céu, de um azul profundo, já deixava filtrar os primeiros raios de luz. Ao ver que a pequena gata ainda dormia, não a perturbou; partiu sozinho em busca de alimento na orla sul da floresta.

O ambiente do campo de treinamento era artificial, simulado por campos magnéticos. Para garantir um efeito mais desafiador, a fauna não se distribuía como em planetas naturais: ali, tudo era disposto aleatoriamente, como se surgisse ao acaso.

Ao sul, havia um denso emaranhado de samambaias; sob suas folhas largas e caules robustos, os animais selvagens costumavam se ocultar.

Gu Zheng movia-se silencioso sob a folhagem, onde a luz solar apenas insinuava sua presença, tingindo seus pêlos marfim com reflexos dourados.

Por vezes, um movimento sutil das folhas denunciava alguma presença. De repente, uma jovem corça ergueu a cabeça, espreitando cautelosa o entorno, para logo mergulhar de novo entre as samambaias.

Com as orelhas atentas, o nariz de Gu Zheng identificou com precisão o rastro do alvo. Avançou furtivo, seus passos leves a ponto de não incomodar nem mesmo as folhas suspensas acima.

Logo a corça reapareceu em seu campo de visão.

Gu Zheng pacientemente aguardou o momento propício. Entre raízes e folhas sobrepostas, um par de olhos azul-escuros fixou-se no alvo.

O animal, vigilante, mordiscava a relva, levantando a cabeça a cada poucos instantes para sondar o perigo; só então, sentindo-se seguro, voltava a comer.

Ao redor, tudo era silêncio, exceto pelo sussurro do vento entre as samambaias.

A corça, atenta, seguia o vento; baixava então a cabeça para pastar. Gu Zheng aguardava, imóvel, enquanto o animal se aproximava cada vez mais.

Seu corpo, tenso, abaixou-se lentamente; os membros preparavam-se para o salto, a cauda hesitante agora repousava no solo. No instante em que a corça baixou a cabeça, Gu Zheng investiu — cravou os dentes em seu pescoço e lançou-a ao chão com violência.

A corça arregalou os olhos, debatendo-se em desespero. Gu Zheng a mantinha sob suas patas, apertando a mordida até que, pouco a pouco, cessou toda resistência.

Aparentemente, a pequena gata não apreciava carne de cervo. Gu Zheng recordou que, na noite anterior, ela demorara muito mais a comer a carne de veado do que a de peixe.

Precisava caçar outra presa.

Enquanto cogitava que animais mais encontraria por ali, escondeu a corça num canto próximo.

Limpou o sangue do corpo, esfregou-se nas folhas de uma samambaia para disfarçar o odor, e desapareceu novamente sob as folhas.

Logo, sentiu o cheiro de javali.

Gu Zheng farejou o ar com atenção. O odor era intenso, devia estar nas proximidades.

O javali, menos prudente que a corça, corria livremente entre as samambaias. Não tardou para que um movimento mais brusco nas folhas denunciasse sua presença.

Era um exemplar adulto, de porte imponente. Ao se aproximar, Gu Zheng percebeu que o animal, talvez por confiar em sua robustez, não notara sua presença.

O javali pastava quando Gu Zheng, sorrateiro, posicionou-se atrás de sua pata direita e atacou sem hesitação.

— Urrr! — O javali gritou, sentindo os dentes do tigre cravarem-se em seu pescoço; o impacto quase o derrubou.

Desesperado, o animal sacudiu-se e correu desgovernado, tentando desalojar o tigre de suas costas.

A força do javali era considerável, e na maioria das vezes conseguiria livrar-se de seu agressor assim.

De fato, a pressão em seu pescoço cedeu, e ele disparou em direção ao emaranhado de caules.

No entanto, desta vez enfrentava Gu Zheng. Mal tocou as patas dianteiras no chão, uma dor lancinante explodiu nas traseiras — “Urrr!!” — e caiu pesadamente ao solo.

Gu Zheng, implacável, rasgou-lhe a pata com uma só garra, expondo o osso, e logo em seguida cravou-se-lhe nas costas, abrindo-lhe o pescoço.

O javali era grande, mas o tigre, maior. Uma vez sob seu domínio, não havia escape.

Os urros foram rareando até cederem ao silêncio primordial da floresta.

Gu Zheng largou o animal, drenou-lhe o sangue e arrastou-o para junto da corça.

Passou-lhe pela mente que He Jing talvez sequer soubesse da existência dos chamados “pessoas de alto grau”. Ela se comportava como alguém habituada a viver em regiões atrasadas, povoadas apenas por pessoas comuns; não sabia que poderia se transformar em fera, tampouco se adaptava aos modos de sobrevivência de sua nova forma.

Mas a necessidade de alimento de Gu Zheng era imensa; não podia se dar ao luxo de cozinhar tudo o que caçava. Comer carne crua, para ele, era inevitável.

Não queria assustá-la.

Esse pensamento, inquieto em sua serenidade habitual, surgiu-lhe de repente.

Deixou o javali de lado e voltou-se para a corça, devorando-a ali mesmo.

Em pouco tempo, a presa desaparecera no estômago do tigre.

Gu Zheng calculou que a pequena gata logo despertaria.

Limpou cuidadosamente o pelo, lambendo-se até que estivesse seco; então, apanhou o javali, que ainda parecia razoavelmente limpo, e regressou.

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O tempo estava perfeito. De longe, viu a pequena gata descer da árvore.

— Já acordou? — perguntou ele.

— Sim! — respondeu ela, animada.

Gu Zheng fez sinal para que ela o seguisse, puxando o javali em direção ao riacho ao norte.

Seguiam um à frente, outro atrás, sob o sol da manhã que dissipava os últimos resquícios de frio noturno.

Logo avistaram o riacho.

— Esta água é potável? — perguntou He Jing, os olhos brilhando de expectativa.

— É, sim.

He Jing exultou, curvando-se para beber com avidez.

— Que maravilha! É doce!

Gu Zheng pareceu compartilhar do entusiasmo; uma ponta de sorriso cintilou-lhe nos olhos, afastando-se alguns passos até o trecho mais abaixo para tratar do javali.

He Jing pôde finalmente contemplar a própria imagem: assemelhava-se a um felino com listras de tigre, adorável, provocando um impulso irresistível de acariciá-la.

Lavou as patas, agora enegrecidas pela poeira dos últimos dias — e, não sendo de fato um gato, não conseguia sequer pensar em lamber-se como faria um felino. (>﹏<)

Brincou por mais um tempo; o frescor da manhã e o cheiro do rio despertavam o espírito.

Quando Gu Zheng terminou de tratar o javali, regressaram juntos à sombra da árvore, reacendendo a fogueira e preparando-se para assar a carne.

As garras de Gu Zheng, afiadas como lâminas, cortavam a carne em fatias com notável destreza. A fartura era tanta que, se assassem tudo de uma vez como na noite anterior, talvez só pudessem comer ao meio-dia.

Sibilava, crepitava; a gordura escorria, liberando o aroma inconfundível da carne assada.

— Que carne é essa? — perguntou He Jing, incapaz de disfarçar o apetite.

— Javali — respondeu Gu Zheng, fitando-a.

— Ah… — corou He Jing, um tanto constrangida, mas sem qualquer sinal de repulsa; os olhos brilhavam fixos na carne.

Gu Zheng, observando-a, desviou então o olhar.