Capítulo 004: Sobrevivendo no Desespero, Confronto com o Prisioneiro Mortal

Namaku Wang, dan tetanggaku adalah Wu Dalang. Ikan Ge 2671kata 2026-03-13 14:39:23

Ao entardecer, a luz no interior da prisão tornava-se ainda mais tênue.

Brigas entre prisioneiros eram tão comuns que os carcereiros nem sequer se davam ao trabalho de intervir no confronto entre Wang Lin e Bai Er. Apenas quando trouxeram outro homem, um brutamontes de expressão feroz com o pescoço envolto por um colar de ferro, um dos carcereiros, antes de fazê-lo atravessar o umbral, retirou-lhe discretamente as algemas.

O velho carcereiro lançou um olhar furtivo a Wang Lin, vazio e apático, como quem contempla um cadáver.

Wang Lin permanecia sentado em posição de lótus no canto sudoeste da cela, os punhos cerrados.

[Sun Hu — Vida 6, Inteligência 2, Força 6, Prestígio 1, Habilidade: Abate.]

Ele franziu o cenho; o recém-chegado era um açougueiro, possuía força três vezes superior à sua, exalando um odor denso de sangue e uma aura assassina.

Os carcereiros haviam confinado um criminoso perigoso, talvez condenado à morte, numa cela comum, quando havia várias vagas em celas contíguas... O alerta em Wang Lin atingiu o máximo.

Porém, Sun Hu, desde o instante em que adentrou a cela, ignorou Wang Lin e Bai Er, atirando-se de costas sobre a palha seca, onde logo adormeceu profundamente, braços e pernas abertos em desalinho.

Wang Lin manteve-se silencioso, grave.

Bai Er já havia recobrado os sentidos; encolhido num canto, lançava olhares repletos de rancor a Wang Lin, mas não ousava aproximar-se para vingar-se, temendo principalmente o brutamontes recém-chegado.

Wang Lin ignorou-o por completo, enquanto, com destreza, afiava um osso de coxa de frango contra as pedras da parede às suas costas.

A noite adensou-se; a cela mergulhou numa quase absoluta escuridão. Subitamente, o ronco denso de Sun Hu cessou; num átimo, ele rolou sobre si e sentou-se. Bai Er, tomado de terror, encolheu-se ainda mais, quase soltando um grito; Wang Lin, por sua vez, apertou firmemente o osso afiado entre os dedos.

Sun Hu fitou Wang Lin. O olhar, animalesco e esverdeado, cintilava como duas chamas de fogo-fátuo, a crueldade escancarada sem disfarces.

De súbito, Sun Hu lançou-se sobre Wang Lin, agarrando-lhe o colarinho com mãos enormes como pás, e, com um simples movimento, ergueu-o do chão, prensando-lhe o corpo inteiro contra a parede.

O semblante de Wang Lin transformou-se num instante.

A força daquele homem era descomunal, além de tudo o que Wang Lin previra; sentiu-se dominado como um pintinho, incapaz de esboçar qualquer resistência.

Mas, no limiar entre a vida e a morte, uma estranha serenidade se apoderou dele.

Afinal, em sua vida anterior, como policial responsável por investigações criminais, Wang Lin arriscara-se entre marginais de todos os tipos, sua mente forjada pelo confronto diário com o perigo.

Pânico e medo só conduziriam a uma morte ainda mais miserável.

Renunciando a qualquer esforço inútil, ajustou levemente a respiração, procurando relaxar o corpo tanto quanto possível, e disse, com voz calma:

— Tu e eu não temos inimizade alguma... Por que queres matar-me?

Sun Hu sorriu de lado, impassível:

— Pobretão, é melhor que saibas antes de morrer: recebi prata do abastado Zhang justamente para tirar-te a vida, miserável!

Um lampejo gélido cruzou o olhar de Wang Lin.

De fato, esta sociedade antiga era ainda mais sombria do que supusera; os poderosos eram mais cruéis do que imaginara. Sabendo que seria difícil condená-lo pelos meios legais, preferiram corromper os responsáveis e contratar um assassino!

— Vejo que és mesmo um condenado à morte, por isso não te importa manchar ainda mais as mãos com meu sangue — disse Wang Lin, movendo lentamente a mão direita para cima.

— Hahaha, já matei três antes de ti, serei executado no outono... Se te matar, ao menos deixo um trocado para minha velha mãe sobreviver!

— Na verdade, se morreres, mesmo que tua mãe receba o dinheiro, não viverá muito; pode ser que morra ainda mais depressa.

— Maldito, ousas amaldiçoar minha mãe?!

Sun Hu esboçou um sorriso silencioso e sinistro; com a outra mão, apertou subitamente a garganta de Wang Lin com força redobrada, fazendo-lhe saltar as veias do pescoço, quase asfixiando-o.

Num relance, Wang Lin ergueu a mão direita armada com o osso afiado e, num movimento fulminante, cravou-o sem hesitação no olho esquerdo de Sun Hu. Tão veloz foi o golpe que o primeiro instinto do brutamontes foi um breve sobressalto; só então, arqueando o corpo para trás, soltou um urro lancinante, largando automaticamente a garganta de Wang Lin.

Sun Hu levou a mão ao olho perfurado, de onde o sangue