Capítulo 4: Um Imprevisto Repentino, Forçado a Refúgio no Monte Liang

Pahlawan di Zaman Kekacauan: Bermula dari Menguasai Gunung sebagai Perampok Menteri Durhaka 2941kata 2026-03-14 14:40:13

Dois salteadores seguiram o criado que se afastava, enquanto Nie Chen voltava-se para Da Zhuang e disse:

— Separe mais dez irmãos e espalhem-nos ao redor da floresta. Quando os homens deles chegarem, ajam conforme meu comando.

Da Zhuang assentiu e imediatamente pôs-se a cumprir a ordem.

Tal cena surpreendeu Wang Qiuchan, que exclamou, admirada:

— Jovem, não esperava que esse dândi inútil fosse tão decisivo e implacável ao agir.

Liu Chong, com sangue escorrendo das orelhas, jazia no chão, gemendo de dor. Se não lhe tratassem os ferimentos, não tardaria em morrer por perda de sangue — afinal, o corte era profundo.

Nie Chen sequer lhe lançou um olhar; seus olhos permaneciam fixos nas sombras além da orla da mata.

Alguns instantes depois, Da Zhuang começou a se impacientar e, aproximando-se de Nie Chen, perguntou, franzindo o cenho:

— Ouvi dizer que o patriarca Liu é um autêntico pão-duro; será que ele vai mesmo trazer o dinheiro?

Nie Chen soltou uma risada fria e respondeu:

— E já ouviu dizer que o patriarca Liu tem um amor desmedido por seu único filho?

Retirando o olhar do horizonte, voltou-se para Liu Chong, caído ao chão, e disse:

— O patriarca Liu só tem dois filhos — um rapaz e uma moça —, e a filha, naturalmente, não tem direito à herança. Todo o futuro da família repousa sobre este único filho. Dizem que, certa vez, numa viagem de negócios, ele foi perseguido por bandidos, caiu do cavalo e rompeu as partes íntimas, tornando-se incapaz de gerar herdeiros. Por isso, dedica a Liu Chong todos os mimos e permite que ele se entregue à libertinagem.

— Sim, de fato, sendo este o único filho, jamais permitiria que morresse.

— Não é só por afeição, mas também por interesse. A família Liu é extensa, cheia de tios e primos. Com Liu Chong vivo, a fortuna tem herdeiro; mas, se ele morrer, não tardaria para que esses tios e primos começassem a cobiçar e dividir a herança. Por que todos desejam um filho homem? Pois quem não tem sucessor será sempre alvo de humilhações, em qualquer lugar. Por isso, seja por amor ao filho, seja para proteger seu patrimônio, o patriarca Liu certamente trará o resgate.

— Mas e se o patriarca Liu for à polícia ou trouxer homens às escondidas?

— Eis porque cortei a orelha dele. Ao atirar-lhe uma orelha, a família Liu saberá que não hesitamos em agir com crueldade. Ao verem a orelha, entrarão em pânico; privados de juízo, só lhes restará a opção mais segura: obedecer. Apenas intensificando o terror, conseguiremos conduzi-los a nosso bel-prazer. Fique tranquilo, não se passará uma hora sem que tragam o dinheiro — o patriarca não suportaria perder mais partes do corpo do próprio filho.

Da Zhuang assentiu, calando-se.

De fato, pouco mais de meia hora depois, o criado que partira retornou — desta vez, conduzindo uma carroça.

— Rôo! — conteve os cavalos, saltando a vinte metros de Nie Chen, e anunciou:

— O dinheiro está aqui. O senhor disse que as cinco mil taéis de prata serão entregues integralmente, mas vocês precisam garantir a segurança do jovem mestre. Tenho de levá-lo de volta são e salvo.

Nie Chen sorriu friamente:

— Traga o dinheiro até aqui.

— Não posso. Se eu lhes entregar o dinheiro, quem me garante que não matarão o jovem mestre em seguida? Façamos assim: tragam o jovem até aqui, eu com o dinheiro em mãos. Quando ele montar na carroça, entrego-lhes a prata. Quanto a mim, podem fazer o que quiserem.

— Faz sentido, é justo — disse Nie Chen, assentindo. No entanto, num movimento súbito, agarrou Liu Chong, sacou o punhal e decepou-lhe a outra orelha.

— Não! — gritou o criado, apavorado.

Ele sabia bem que o patriarca estava furioso e dera ordens expressas: trazer o jovem mestre de volta ileso; caso contrário, seria executado, e, se o herdeiro morresse, toda sua família pagaria com a vida.

— Vou dizer uma última vez: traga o dinheiro!

A voz de Nie Chen era glacial, carregada de ameaça mortal.

O criado, rangendo os dentes, vociferou:

— Como posso confiar que não matará o jovem mestre?

Nie Chen atirou Liu Chong ao chão e, empunhando o punhal, decepou-lhe dois dedos.

Liu Chong berrava de dor, quase desfalecendo. Aquela cena — despedaçando o corpo, membro a membro, sem matá-lo de imediato — apavorou até mesmo os salteadores mais sanguinários.

Matar alguém, todos ali eram capazes, bastava um golpe rápido e tudo se resolvia. Mas aquele jovem mestre da família Nie, ao invés de matar, esquartejava o homem vivo, parte por parte.

Aqueles que imaginavam encontrar um santo incapaz de ferir uma galinha, depararam-se, na verdade, com um verdadeiro demônio, impassível diante da carnificina.

Naquele instante, os salteadores passaram a nutrir por Nie Chen um respeito misturado ao mais puro terror.

Wang Qiuchan, sobretudo, fitava-o de modo muito diferente — todo o desprezo em seu olhar se dissipara por completo.

A voz fria de Nie Chen soou outra vez:

— Pode conversar comigo quanto quiser. Para cada frase sua, corto uma parte do corpo dele. Também estou curioso para saber quantas frases você conseguirá dizer antes que acabem as peças do seu jovem mestre.

Diante do sofrimento insuportável do patrão, o criado mordeu os lábios, decidido a arriscar tudo.

— Então mande alguém vir buscar; conferiremos a quantia e, se estiver tudo certo, libertem-no logo.

Nie Chen assentiu. Da Zhuang, acompanhado de outro, aproximou-se, ergueu a faca e levantou a cortina da carroça, certificando-se de que ninguém mais se escondia ali. Saltou para dentro, abriu o baú e começou a contar os lingotes.

Cada lingote valia dez taéis — eram quinhentos, ao todo.

Num mundo assolado pelo caos, com o crédito público arruinado, notas bancárias não serviam nem para limpar-se; prata e ouro eram as únicas moedas de valor.

Da Zhuang saltou da carroça e acenou para Nie Chen, confirmando que estava tudo em ordem.

— Muito bem, como está tudo resolvido, levem o dinheiro e regressem. Deixem-me apenas algumas barras, e nos despedimos aqui — disse Nie Chen, dirigindo-se à carroça para recolher sua parte.

Contudo, Da Zhuang declarou, em voz pausada e alta:

— Espere, irmão Nie Chen, não foi isso que combinamos antes.

— O quê? Você é Nie Chen? — Liu Chong e os dois criados olharam atônitos para ele.

Sua identidade fora assim revelada. O rosto de Nie Chen tornou-se sombrio; ele arrancou o chapéu e perguntou, em tom gélido:

— O que quer dizer com isso?

Da Zhuang sorriu levemente e, com um gesto, os salteadores atrás dele abateram os dois criados.

Wang Qiuchan, de braços cruzados sobre a lâmina, assistia a tudo em silêncio, com olhos frios.

— Irmão Nie Chen, coragem e astúcia não lhe faltam. Seria um desperdício deixá-lo partir assim. O chefe mandou convidá-lo para se tornar nosso segundo em comando; queira nos acompanhar até a montanha.

Apontou para Liu Chong, caído:

— Ah, e este aqui já sabe seu nome. Se vive ou morre, cabe ao irmão decidir. Se quiser ir embora, não o impediremos.

A reviravolta pegou Nie Chen desprevenido.

A posição do outro era clara: revelara seu nome, matara os criados e cortara sua retirada. Se tentasse fugir, libertariam Liu Chong, divulgando que fora ele, Nie Chen, o assassino — o que resultaria em sua perseguição nacional e no fim de qualquer sonho de vida abastada.

Ao entregar Liu Chong à sua mercê, parecia oferecer-lhe escolha; na verdade, não havia alternativa. Só restava matar a testemunha e seguir os salteadores para a montanha.

Matar Liu Chong era o preço do ingresso — manchar as mãos de sangue era condição para ser aceito como um dos seus.

Com nenhum lugar seguro para si, a única saída era tornar-se um fora da lei.

Nie Chen compreendia tudo isso, mas aquela sensação de ser forçado à beira do abismo era amarga.

Sem alternativas, decapitou Liu Chong com um só golpe, espalhando sangue pelo chão.

Consolou-se, pensando tratar-se de uma vingança pelo antigo dono daquele corpo.

Ao vê-lo matar sem hesitação, Wang Qiuchan, que até então observara tudo impassível, não pôde esconder a surpresa no olhar.

Apesar da determinação, era sua primeira morte; adaptar-se não seria fácil.

— Belo golpe, irmão Nie Chen. Por aqui, por favor — disse Da Zhuang, sorrindo e tomando a dianteira.

Contornaram a trilha, transpuseram um monte e logo divisaram o monte Qingfeng ao longe.

Nie Chen recusou-se a montar na carroça — queria conhecer bem o terreno.

Enquanto caminhava, tropeçou de repente numa pedra irregular, quase caindo. Inclinou-se, curioso, e apanhou a pedra negra e azulada.

Reconheceu-a imediatamente: era uma pedra de minério de ferro.

Guardou para si tal descoberta e, enquanto avançava, passou a examinar atentamente o solo ao redor.