Capítulo Sete Matar

Memeluk Pedang Mimpi Tenggelam dalam Air Musim Gugur 2688kata 2026-03-14 14:33:21

        Noite profunda.
        Intenção assassina.
        ……

        Meng Qiushui fitava friamente os cinco soldados ferozes que cavalgavam em sua direção. Entre eles, certamente havia algum perito em rastrear; lembrava-se do que ouvira durante os treinamentos: os melhores batedores do exército viam o mundo de modo diverso, nada lhes escapava, nem mesmo o mais ínfimo vestígio. Por mais que se esforçasse, acabara deixando rastros.

        Não dispunha de poderes sobrenaturais para voar ou sumir, e sabia que, se não se livrasse daqueles perseguidores, tornar-se-ia presa indefesa, condenado a uma caçada sem fim.

        Ora, um homem não pode correr mais que um cavalo.

        De fato, os cinco detiveram-se numa clareira. Dois permaneceram a guardar os cavalos; os outros três avançaram, cautelosos, em sua direção, adentrando a mata.

        Atrevem-se a se separar?

        Meng Qiushui soltou um sorriso gélido. Seu corpo, aderido ao tronco de uma árvore tal qual uma lagartixa, impulsionou-se num instante; os três que avançavam viram, no alto da copa, uma sombra negra, ágil e fugaz como um demônio ou macaco, lançar-se ao longe, desaparecendo num piscar de olhos.

        — Atrás dele!

        Na noite, uma voz rouca e urgente cortou o silêncio. Três lâminas saíram de suas bainhas, luzindo frias.

        ……

        Aos pés das árvores.

        Os dois soldados restantes acalmavam os cavalos. Um deles, de corpo delgado, segurava entre os dentes um talo de capim apanhado não se sabia onde, e, com voz juvenil e entediada, murmurou:
        — Irmão Liu, por que eles demoram tanto? Será que perderam o rastro?

        — Por que é que você fala tanto, hein? Fique quieto e espere. Se não fosse por suas habilidades de rastreamento, nem pensaria em trazer você junto — rosnou o outro, voz grave, cuspindo no chão antes de repreendê-lo.

        Enquanto conversavam, um dos cavalos tornou-se inquieto, bufando e tentando soltar-se da rédea.

        — Pare de bancar o idiota, vá logo ver o que é — disse Liu, irritado com a indolência do jovem, desferindo-lhe um pontapé.

        O rapaz, esfregando o traseiro, resmungou:
        — Quando tudo isso acabar e eu ganhar minha promoção, quero ver…

        Mal dera dois passos quando Liu, com olhos arregalados, gritou:
        — Tem alguém debaixo do cavalo!

        O jovem empalideceu. Também viu: do outro lado do animal, uma sombra se esgueirava silenciosa, fitando-o com olhos gélidos.

        “Puf!”

        Como uma serpente negra, a figura arremeteu contra ele — veloz como um raio, letal. Não houve tempo para qualquer reação ou consciência.

        O golpe fora, de fato, rápido, traiçoeiro e implacável.

        Liu, que já empunhava a lâmina, viu tudo com os olhos injetados de sangue: lançou-se num ímpeto, espada desembainhada.

        “Zang!”

        Outro som estranho cortou o ar. O chicote afiado, ao ser extraído do crânio do jovem, fez jorrar sangue em espirais. Meng Qiushui, ao cair, apoiou-se no solo com a mão esquerda e, num salto, girou a direita: o chicote serpenteou, rodopiando.

        A lâmina de aço reluzia fria. O soldado, vendo Meng Qiushui saltar à sua frente, desceu o golpe com destreza e força; o movimento era bruto, mas a lâmina, firme.

        Num instante, as armas chocaram-se no ar, como se tudo estivesse coreografado. O chicote de Meng Qiushui enlaçou o punho do adversário e a espada.

        A respiração, até então controlada, explodiu em violência, e um grunhido gutural escapou-lhe da garganta.

        No lampejo de um relâmpago, Meng Qiushui saltou para trás; a ponta fria da espada roçou-lhe o nariz, provocando um leve ardor.

        A lâmina desenhou um semi-arco descendente. Viu que o inimigo já perdera o ímpeto, a força exaurida, sem fôlego para novo ataque. O chicote tremeu, puxou.

        O braço direito do soldado, recém-descido, foi arrancado com brutalidade; a mão ainda empunhava a lâmina.

        “Puf!”

        Mas era um soldado endurecido; mesmo tomado pela dor lancinante, recuou e, ágil, sacou de um pequeno arco-e-flecha preso à cintura.

        “Ziu! Ziu!”

        Duas setas cortaram o ar.

        Tudo se desenrolou num fôlego: parecia demorado, mas foi entre um golpe e outro.

        Meng Qiushui, ao ver as flechas, girou no ar, desviando-se. Ao mesmo tempo, o chicote — com o punho decepado e a espada — traçou no espaço um vasto arco, como uma lua cheia.

        Com um último golpe, uma cabeça voou. O combate findou.

        Meng Qiushui lançou um olhar à flecha cravada em seu ombro; franziu ligeiramente a testa, mas não hesitou — recolheu o chicote e, feito sombra, sumiu na escuridão.

        Logo em seguida, os três que retornavam às pressas viram apenas o vulto de Meng Qiushui desaparecendo e, no chão, dois cadáveres. O olhar de todos era sombrio, a raiva pulsando.
        — Montem! Persigam-no! Quero esquartejá-lo, pedaço por pedaço!

        ……

        Com a morte do jovem rastreador, os três supuseram que Meng Qiushui, tão astuto quanto uma serpente, se tornaria inalcançável.

        Mas, inesperadamente, ele lhes deixou trilhas propositais. Evitava os trechos mais íngremes, onde cavalos teriam dificuldade, e seguia por caminhos suaves.

        Qualquer um via que aquilo era um desafio silencioso, um insulto. Como poderiam aceitar tal afronta? Perseguiram-no, obstinados, por toda a noite.

        Somente ao chegarem à beira de um riacho, exaustos, interromperam a caçada por breve instante.

        Do outro lado do curso d’água, viam pegadas — ora fundas, ora rasas — sumindo à distância. Então, a voz rouca e sombria ecoou:
        — O desgraçado está ferido, não deve ter mais forças. Aproveitemos para descansar: ele não irá longe.

        O homem que falava era corpulento, vestia negro, peito nu coberto de pelos espessos, rosto por fazer, uma cicatriz hedionda marcando a face esquerda. Seus olhos fundos lembravam os de uma ave de rapina.

        Descansar significou apenas dar de beber aos cavalos. Em poucos minutos, os três já cruzavam o riacho a cavalo.

        No entanto, o homem de negro não conseguia afastar uma sensação de perigo iminente. Jamais desprezava tal pressentimento — era ele que lhe garantira a vida nos campos de batalha.

        Mal entraram nas águas, um relance luminoso, gélido, brilhou no riacho, aproximando-se vertiginosamente.

        O rosto do gigante transformou-se.
        — Atenção! Ele está escondido na água!

        “Splásh!”

        Antes que terminasse a frase, a superfície explodiu. Uma figura irrompeu, investindo contra sua garganta com letal frieza.

        Num átimo entre vida e morte, o gigante, olhos injetados, lançou-se para o lado com toda a força; o chicote cortou-lhe o pescoço, abrindo uma trilha de sangue. Caiu do cavalo, tombando nas águas.

        Ele escapou por um triz; os outros dois não tiveram igual fortuna.

        O chicote, impiedoso, transpassou o peito de um deles. Com um grito rouco, selvagem, Meng Qiushui girou o corpo do soldado e o arremessou contra o último, fazendo homem e cavalo caírem juntos no riacho.

        Mas não terminou aí. O chicote descreveu um círculo no ar e, num golpe vertical, fez a água espirrar em chuva — vermelha, misturando sangue de homens e de cavalos.

        — Mostre-se! — disse Meng Qiushui, em pé sobre uma pedra semi-imersa, o corpo encharcado, a voz baixa.

        Duas montarias fugiram em pânico. Na correnteza, jaziam um cavalo e dois corpos.

        Restava ainda um homem: o gigante de negro.